Brasil x Japão — Copa 2026 (Jogo 76)
Escalações
- Alisson (GOL)
- Danilo
- Marquinhos
- Gabriel Magalhães
- Douglas Santos
- Bruno Guimarães
- Casemiro
- Lucas Paquetá
- Rayan
- Matheus Cunha
- Vinícius Júnior
- Zion Suzuki (GOL)
- Takehiro Tomiyasu
- Shogo Taniguchi
- Hiroki Ito
- Ritsu Doan
- Kaishu Sano
- Daichi Kamada
- Keito Nakamura
- Junya Ito
- Daizen Maeda
- Ayase Ueda
Num jogo que testou os nervos de toda uma nação, o Brasil derrotou o Japão por 2 a 1 de virada, com um gol de Gabriel Martinelli nos acréscimos, e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo 2026. A vitória dramática manteve vivo o sonho do hexacampeonato — e veio em uma data simbólica: o aniversário do primeiro título mundial brasileiro, conquistado em 1958.
O primeiro tempo foi um pesadelo amarelo. Aos 29 minutos, Kaishu Sano aproveitou um passe errado de Danilo, passou por Casemiro e bateu colocado para silenciar o NRG Stadium, que estava tomado por torcedores brasileiros. O Japão, com sua organização defensiva habitual em um 5-4-1 compacto, segurava a vantagem e frustrava um Brasil que tinha a posse de bola mas não encontrava espaços. O nervosismo era visível dentro e fora de campo.
Carlo Ancelotti pediu paciência no intervalo, e o segundo tempo foi outra história. Aos 56 minutos, veio a redenção de Casemiro — criticado pela falha no gol japonês, o veterano subiu mais alto que a defesa e cabeceou para as redes após cruzamento perfeito de Gabriel Magalhães. O empate incendiou o jogo. Minutos depois, Vinícius Júnior quase virou com um lance individual genial, mas o goleiro Zion Suzuki fez a defesa da partida, mandando a bola na trave.
O Brasil empurrava, o Japão resistia, e a prorrogação parecia inevitável. Ancelotti revelaria depois que Neymar entraria aos 105 minutos, na prorrogação. Mas não foi preciso: no sexto minuto dos acréscimos, Bruno Guimarães — melhor em campo — encontrou Gabriel Martinelli, que havia entrado no segundo tempo. O atacante tirou do goleiro e estufou a rede, desencadeando o delírio brasileiro em Houston.
A vitória, porém, deixou alertas. Pela segunda partida seguida, o meio-campo brasileiro foi exposto, e a indefinição sobre o melhor time titular persiste. Adversários mais fortes podem punir o início lento da equipe. Mas, no mata-mata, classificar é o que importa — e o Brasil seguiu em frente, agora rumo ao confronto contra o vencedor de Costa do Marfim x Noruega, no dia 5 de julho, em Nova York. Para o Japão, mais uma despedida dolorosa: o país lidera há três jogos eliminatórios de Copa e perdeu todos. Para o Brasil, a certeza de que terá de jogar muito mais para sonhar com a sexta estrela.
