Brasil x Japão — Copa 2026 (Jogo 76)

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Grupo 16-avos de final · Jogo 76
Brasil
Brasil
2×1
Japão
Japão
⚽ Casemiro 56'
⚽ Gabriel Martinelli 90+6'
Kaishu Sano 29' ⚽
🏟️ EstádioNRG Stadium, Houston
📅 Data29 de junho de 2026 · 14:00

Escalações

Brasil Brasil 4-3-3
  1. Alisson (GOL)
  2. Danilo
  3. Marquinhos
  4. Gabriel Magalhães
  5. Douglas Santos
  6. Bruno Guimarães
  7. Casemiro
  8. Lucas Paquetá
  9. Rayan
  10. Matheus Cunha
  11. Vinícius Júnior
🎓 Técnico: Carlo Ancelotti
🔄 Substituições Gabriel Martinelli (2º tempo)EndrickFabinho
Japão Japão 5-4-1
  1. Zion Suzuki (GOL)
  2. Takehiro Tomiyasu
  3. Shogo Taniguchi
  4. Hiroki Ito
  5. Ritsu Doan
  6. Kaishu Sano
  7. Daichi Kamada
  8. Keito Nakamura
  9. Junya Ito
  10. Daizen Maeda
  11. Ayase Ueda
🎓 Técnico: Hajime Moriyasu
📊 Estatísticas da partida
68% Posse de bola 32%
18 Chutes 5
7 Chutes a gol 2
9 Escanteios 2
10 Faltas 14
Dados compilados pela Redação Sampa News.
🎯 Favoritismo pré-jogo análise Sampa News
Brasil é o favorito — favorito pela tradição e elenco, mas precisou suar muito diante de um Japão organizado e perigoso.
Leitura editorial da Redação, baseada em campanha e retrospecto — não é probabilidade estatística ao vivo.
✍️ Análise da partida Redação Sampa News

Num jogo que testou os nervos de toda uma nação, o Brasil derrotou o Japão por 2 a 1 de virada, com um gol de Gabriel Martinelli nos acréscimos, e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo 2026. A vitória dramática manteve vivo o sonho do hexacampeonato — e veio em uma data simbólica: o aniversário do primeiro título mundial brasileiro, conquistado em 1958.

O primeiro tempo foi um pesadelo amarelo. Aos 29 minutos, Kaishu Sano aproveitou um passe errado de Danilo, passou por Casemiro e bateu colocado para silenciar o NRG Stadium, que estava tomado por torcedores brasileiros. O Japão, com sua organização defensiva habitual em um 5-4-1 compacto, segurava a vantagem e frustrava um Brasil que tinha a posse de bola mas não encontrava espaços. O nervosismo era visível dentro e fora de campo.

Carlo Ancelotti pediu paciência no intervalo, e o segundo tempo foi outra história. Aos 56 minutos, veio a redenção de Casemiro — criticado pela falha no gol japonês, o veterano subiu mais alto que a defesa e cabeceou para as redes após cruzamento perfeito de Gabriel Magalhães. O empate incendiou o jogo. Minutos depois, Vinícius Júnior quase virou com um lance individual genial, mas o goleiro Zion Suzuki fez a defesa da partida, mandando a bola na trave.

O Brasil empurrava, o Japão resistia, e a prorrogação parecia inevitável. Ancelotti revelaria depois que Neymar entraria aos 105 minutos, na prorrogação. Mas não foi preciso: no sexto minuto dos acréscimos, Bruno Guimarães — melhor em campo — encontrou Gabriel Martinelli, que havia entrado no segundo tempo. O atacante tirou do goleiro e estufou a rede, desencadeando o delírio brasileiro em Houston.

A vitória, porém, deixou alertas. Pela segunda partida seguida, o meio-campo brasileiro foi exposto, e a indefinição sobre o melhor time titular persiste. Adversários mais fortes podem punir o início lento da equipe. Mas, no mata-mata, classificar é o que importa — e o Brasil seguiu em frente, agora rumo ao confronto contra o vencedor de Costa do Marfim x Noruega, no dia 5 de julho, em Nova York. Para o Japão, mais uma despedida dolorosa: o país lidera há três jogos eliminatórios de Copa e perdeu todos. Para o Brasil, a certeza de que terá de jogar muito mais para sonhar com a sexta estrela.

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