Egito x Irã — Copa 2026 (Jogo 64)
Num dos finais mais dramáticos da fase de grupos, Egito e Irã empataram por 1 a 1 em Seattle — resultado que classificou os egípcios ao mata-mata pela primeira vez em sua história e, dias depois, se revelaria fatal para os iranianos, eliminados no ranking dos melhores terceiros por detalhe.
O jogo começou em ritmo frenético. Logo aos 5 minutos, Mahmoud Saber abriu o placar para o Egito, encaminhando a classificação dos Faraós. Minutos depois, o Irã teve a chance de ouro do empate: pênalti de Abdelmonem sobre o capitão Mehdi Taremi — mas o goleiro Mostafa Shobeir, herói egípcio da noite, defendeu a cobrança do próprio Taremi. De nada adiantou naquele momento: aos 14, no rebote de mais uma defesa de Shobeir, o veterano Ramin Rezaeian acertou um belo chute cortado para empatar. Aos 36 anos, Rezaeian tornou-se o mais velho artilheiro iraniano da história das Copas.
A intensidade seguiu alta até o lance que definiria destinos. Aos 90+3, o zagueiro Shojae Khalilzadeh balançou a rede e fez o Lumen Field iraniano explodir: o gol garantia ao Irã o segundo lugar do grupo e a primeira classificação a mata-mata de Copa de sua história. Mas o VAR interveio e anulou por impedimento — questão de uma mão e meio pé, segundo as medições. O 1 a 1 persistiu.
O empate deixou o Egito em segundo (atrás da Bélgica no saldo de gols) com a inédita vaga nos 16-avos, onde enfrentaria a Austrália. Para o Irã, a anulação foi o início de uma agonia: dependendo de resultados alheios no ranking dos terceiros, viu o empate de 3 a 3 entre Argélia e Áustria derrubá-lo para o 9º lugar entre os terceiros — o primeiro fora da zona de classificação. Pela sétima vez em sete participações, o Irã caiu na primeira fase de uma Copa. Desta vez, por centímetros de um impedimento.
