Estados Unidos x Bósnia — Copa 2026 (Jogo 81)
Os Estados Unidos superaram a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0 em Santa Clara — e superaram também a adversidade de jogar mais de meia hora com um a menos — para avançar às oitavas de final da Copa que ajudam a sediar. O time de Mauricio Pochettino agora encara a Bélgica, segunda-feira, em Seattle, numa reedição das oitavas de 2014.
O herói e o vilão da noite foram a mesma pessoa. Aos 45 minutos, Folarin Balogun abriu o placar para a seleção americana, coroando um primeiro tempo de domínio. Mas, minutos depois, o atacante protagonizou o lance mais polêmico do jogo: numa dividida forte, o árbitro nada marcou em campo — nem falta —, mas o VAR interveio e recomendou a revisão, que terminou em cartão vermelho direto. Balogun tornou-se o primeiro jogador desde Zinédine Zidane, na final de 2006, a marcar um gol e ser expulso no mesmo jogo de Copa do Mundo. A decisão gerou debate: para muitos analistas, o lance merecia no máximo amarelo.
Com um a menos, os Estados Unidos se fecharam com organização e contaram com boas defesas de Matt Turner para segurar a pressão bósnia. E aos 82 minutos, veio o golpe de misericórdia, e que golpe: Malik Tillman cobrou uma falta perfeita, indefensável, para fazer 2 a 0 e praticamente selar a classificação. O golaço coroou a atuação de um dos melhores americanos em campo.
Com o apito final, a festa: capitão Tim Ream, Pulisic, McKennie e companhia celebraram com a torcida a vaga nas oitavas em plena Copa caseira. A vitória confirma o bom momento do time de Pochettino, que fez campanha sólida como líder do Grupo D. O desafio, porém, cresce: a Bélgica — que eliminou os americanos nas oitavas de 2014, na prorrogação — chega embalada por uma virada épica sobre o Senegal. E os EUA terão um desfalque pesado: Balogun, suspenso pela expulsão, está fora do confronto.
