Inglaterra x Rep. Dem. Congo — Copa 2026 (Jogo 80)
Escalações
- Jordan Pickford (GOL)
- Djed Spence
- John Stones
- Marc Guéhi
- Aaron Wan-Bissaka
- Declan Rice
- Jude Bellingham
- Noni Madueke
- Morgan Rogers
- Marcus Rashford
- Harry Kane
- Lionel Mpasi (GOL)
- Chancel Mbemba
- Axel Tuanzebe
- Joris Kayembe
- Arthur Masuaku
- Charles Pickel
- Samuel Moutoussamy
- Noah Sadiki
- Cédric Bakambu
- Yoane Wissa
- Brian Cipenga
A Inglaterra sobreviveu ao maior susto de sua campanha na Copa 2026. Perdendo desde os 7 minutos de jogo, o time de Thomas Tuchel precisou de uma atuação de gala de Harry Kane nos 15 minutos finais para virar sobre a República Democrática do Congo por 2 a 1, em Atlanta, e garantir vaga nas oitavas contra o anfitrião México, no Azteca.
O roteiro começou como pesadelo inglês. Logo aos 7 minutos, em sua primeira finalização, o Congo abriu o placar: após lançamento da direita e desvio de Chancel Mbemba, Brian Cipenga apareceu livre pela esquerda e bateu rasteiro no canto de Pickford — o primeiro gol do atacante pela seleção, justamente na estreia congolesa em mata-matas de Copa. A Inglaterra, atordoada, demorou 30 minutos para dar sua primeira finalização, a espera mais longa do país em Copas desde 1996.
A partir daí, foi um jogo de ataque contra defesa. O goleiro Lionel Mpasi fez uma série de defesas espetaculares — parou Bellingham três vezes —, Rashford teve chute salvo em cima da linha por Wan-Bissaka, e Kane chegou a ter um pênalti não marcado após contato do goleiro. Do outro lado, o Congo quase ampliou com Yoane Wissa, que acertou a trave. A tensão nas arquibancadas de Atlanta era palpável.
A virada veio pelas mãos (e pés) do capitão. Aos 75, Kane subiu para cabecear cruzamento perfeito do recém-entrado Anthony Gordon e empatar. E aos 86, o golaço da classificação: girou sobre o marcador no meio da área e soltou uma bomba indefensável no canto alto. Delírio no banco inglês — e alívio histórico: foi a primeira vez que a Inglaterra venceu um jogo de Copa após ir perdendo no intervalo (em nove tentativas anteriores, eram sete derrotas e dois empates).
Os números de Kane entram para a história: com o bis — o primeiro de um inglês em mata-mata de Copa desde Gary Lineker em 1990 —, o camisa 9 chegou a 13 gols em Copas do Mundo, ultrapassando Pelé (12), e a 5 nesta edição, atrás apenas de Messi e Mbappé (6) na Chuteira de Ouro. O Congo se despede de cabeça erguida após campanha histórica. E a Inglaterra avança sabendo que precisará de muito mais diante do México e seus 87 mil torcedores no Azteca, domingo.
