Onda de frio chega no domingo: o que esperar no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
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- BRASIL · 19/06/2026 · CENTRO-SUL
O inverno começa oficialmente no domingo (21) com a primeira grande onda de frio do ano. Massa de ar polar derruba temperaturas do Rio Grande do Sul ao Sudeste e Centro-Oeste entre domingo e terça.
O fim de semana marca a virada do outono para o inverno — e a estação chega com força. O solstício de inverno ocorre na madrugada de domingo (21), e quase ao mesmo tempo uma massa de ar polar avança pelo país, provocando a primeira grande onda de frio de 2026. O fenômeno deve atingir com mais intensidade o Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste.
Antes da massa polar, uma frente fria já espalha chuva e instabilidade desde a sexta-feira (19), do Rio Grande do Sul até São Paulo. É entre domingo (21) e terça (23) que o ar polar entra com força total, secando o tempo e derrubando os termômetros de forma acentuada.
A linha do tempo do frio
Frente fria com chuva avança do Sul ao Sudeste
Início do inverno; ar polar começa a dominar
Pico do frio; mínimas mais baixas e risco de geada
O que é, afinal, uma “onda de frio”
O termo virou comum no noticiário, mas tem definição técnica. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma onda de frio é caracterizada por uma queda brusca da temperatura perto da superfície, com valores extremamente baixos que persistem por, no mínimo, dois dias seguidos. Não basta um dia gelado: é a persistência que define o fenômeno.
O processo começa quando uma massa de ar frio de origem polar se desloca em direção às áreas tropicais, mais quentes. A faixa de transição entre o ar frio e o ar aquecido é a frente fria, que gera as chuvas. Depois que ela passa, o ar polar seco se instala — e é aí que o frio realmente aperta.
Como fica cada região
O Sul é o mais afetado, com possibilidade de geada e mínimas que podem chegar perto de zero em pontos elevados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul também sente a queda. No Sudeste, o frio é mais forte no interior e nas áreas de maior altitude. Em casos de massas muito intensas, o ar frio pode alcançar até a Região Norte, causando o fenômeno conhecido como friagem no Acre, Rondônia e sul do Amazonas.
| Região / cidade | O que esperar | Atenção |
|---|---|---|
| São Paulo (capital) | Mínimas entre 9°C e 10°C nas madrugadas | Defesa Civil em estado de alerta |
| Interior de SP / Campinas | Mínimas tendendo a ficar abaixo de 13°C | Áreas elevadas com mais frio |
| Sul (RS, SC, PR) | Frio mais intenso; mínimas perto de 0°C em pontos altos | Risco de geada |
| Centro-Oeste (MS) | Queda acentuada com a chegada do ar polar | Friagem pode alcançar o Norte |
Valores de previsão são estimativas e podem mudar. Consulte sempre a atualização mais recente do INMET e da Defesa Civil da sua cidade.
São Paulo já está em alerta
Na capital paulista, a Defesa Civil municipal decretou estado de alerta para baixas temperaturas, com base na Portaria 802/2025, desde a tarde de 17 de junho. A previsão do Centro de Gestão de Emergências (CGE) da Prefeitura aponta mínimas entre 9°C e 10°C nas madrugadas, com a passagem de duas frentes frias entre sábado (20) e terça (22), acompanhadas de massas de ar frio de origem polar.
O alerta serve para acionar a rede de proteção à população em situação de rua e orientar cuidados com grupos mais vulneráveis. Reunimos as orientações de proteção e os pontos de acolhimento em um guia à parte deste cluster.
O frio que mexe no bolso
A onda de frio tem efeitos que vão além do desconforto. Segundo o meteorologista do INMET Mozar Salvador, a geada afeta culturas agrícolas sensíveis, o que pode reduzir a produtividade e, em seguida, pressionar os preços de alimentos no mercado consumidor. Café, hortaliças e frutas estão entre os itens mais expostos quando a geada atinge regiões produtoras.
Para acompanhar a previsão atualizada da sua cidade e os mapas de temperatura, consulte a nossa Previsão do Tempo, com dados por município.
Fontes: INMET; Defesa Civil e CGE da Prefeitura de São Paulo (Portaria 802/2025); CPTEC/INPE; Organização Meteorológica Mundial (OMM); Cepagri/Unicamp; CNN Brasil; Climatempo.
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