Surpresas e ausências: o que Ancelotti escolheu
A convocação de Ancelotti teve Weverton e Rayan como destaques positivos. Éder Militão, Rodrygo e Savinho ficaram de fora. Entenda as escolhas.
A lista dos 26 convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo 2026 não foi exatamente a que a maioria esperava.
Houve surpresas nas duas direções: nomes que entraram sem ser cotados e nomes que ficaram de fora mesmo com sequência recente no ciclo ou alto desempenho no clube.
Entender essas escolhas ajuda a compreender o perfil de time que o técnico quer montar para a disputa do Mundial.
As três maiores surpresas positivas
Weverton, 38 anos, no lugar de concorrentes mais jovens
Weverton foi convocado como terceiro goleiro — e foi a maior surpresa do anúncio. Aos 38 anos, ele não estava entre os favoritos ao longo do ciclo de Ancelotti.
O goleiro, que saiu do Palmeiras e chegou ao Grêmio em 2026, manteve atuações consistentes no clube gaúcho. Ancelotti priorizou experiência em vez de projeção futura para a terceira vaga.
A escolha tem lógica: o terceiro goleiro raramente joga. O que importa é ter alguém de perfil liderança no grupo, capaz de contribuir no ambiente sem criar pressão interna por titularidade.
➡️ Leia mais: Weverton — a história do goleiro acreano de 38 anos convocado para a Copa
Rayan, 19 anos, do Bournemouth
Rayan Vitor Simplício Rocha nasceu em 3 de agosto de 2006. Com 19 anos, é o jogador mais jovem da convocação — poucos dias mais novo que Endrick.
Revelado pelo Vasco, onde marcou 20 gols em 57 jogos na temporada de 2025, ele foi vendido ao Bournemouth em jáneiro de 2026 por 35 milhões de euros — uma das maiores transações do futebol brasileiro recente.
No clube inglês, fez cinco gols e duas assistências em 13 jogos. A adaptação rápida à Premier League e a estreia pela Seleção principal em março foram decisivas para a convocação.
Luiz Henrique, do Zenit
Ex-Botafogo, Luiz Henrique foi uma das surpresas do setor ofensivo. Atuando na Rússia pelo Zenit, ele manteve nível de desempenho que convenceu a comissão técnica de sua utilidade no grupo.
Sua capacidade de jogar por ambas as pontas dá flexibilidade tática a Ancelotti — especialmente para os jogos contra adversários mais fechados.
As principais ausências
Éder Militão
O zagueiro do Real Madrid não entrou na lista final. Militão vinha se recuperando de uma lesão e não teve sequência de jogos suficiente para garantir a vaga.
No lugar dele, entrou Bremer, da Juventus — que fez uma boa temporada no futebol italiano e chegou mais bem preparado fisicamente.
Rodrygo
O atacante do Real Madrid também ficou de fora. A ausência causou surpresa em parte da torcida, já que Rodrygo vinha sendo presença constante em convocações recentes.
Ancelotti optou por um ataque com mais imprevisibilidade — Rayan e Luiz Henrique oferecem velocidade e dribles. Rodrygo é mais técnico e combinativo, um perfil que o técnico aparentemente não priorizou para esta Copa.
Savinho
O jovem atacante também não entrou. Savinho vinha sendo uma das apostas do ciclo, mas perdeu espaço nas últimas convocações e ficou fora da lista definitiva.
Weverton (Grêmio) · Rayan (Bournemouth) · Luiz Henrique (Zenit)
Éder Militão · Rodrygo · Savinho
Neymar Jr (Santos) — 31 meses afastado
O que a lista diz sobre o projeto
Ancelotti montou uma Seleção que mistura liderança consolidada com velocidade jovem. O ataque tem Neymar como referência e Rayan como aposta de futuro imediato.
A defesa aposta em solidez europeia. O meio-campo valoriza o volume físico de Bruno Guimarães e a recuperação de Casemiro.
O perfil não é de uma Seleção que vai jogar posse de bola lenta. É de uma equipe que pressiona, transita rápido e depende das pontas para criar desequilíbrio.
Isso pode funcionar bem contra seleções organizadas defensivamente — e pode ser testado logo na estreia, contra um Marrocos que é especialista em bloco baixo.
📰 LEIA TAMBÉM
Fontes: CNN Brasil · Lance! · Sky Sports · Exame · Diário do Nordeste · www.portalsampanews.com.br/

Deixe um comentário