Brasil investiga dois casos suspeitos de Ebola em SP e no Rio; exames apontam meningite e malária

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Brasil investiga dois casos suspeitos de Ebola em SP e no Rio; exames apontam meningite e malária
Imagem de capa com fundo azul escuro e elementos gráficos do Portal Sampa News. À esquerda, logotipo do portal com microfone. À direita, título em destaque: "Dois casos suspeitos de Ebola são investigados no Brasil". Abaixo, localização "SP e RJ" e data "30/05/2026". No rodapé, endereço do site portalsampanews.com.br.

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✅ ATUALIZAÇÃO — 09 de junho de 2026

O Ministério da Saúde descartou ambos os casos suspeitos de Ebola no Brasil. Nenhum dos dois pacientes está com a doença. Leia o desfecho completo abaixo.

✅ Desfecho: os dois casos foram descartados

O Ministério da Saúde descartou oficialmente os dois casos suspeitos de Ebola notificados no Brasil em 30 e 31 de maio de 2026. Os exames laboratoriais realizados pelos institutos de referência confirmaram outros diagnósticos em ambos os pacientes.

Caso de São Paulo: o paciente de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, teve o Ebola descartado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL). O diagnóstico confirmado foi doença meningocócica — causada pela bactéria Neisseria meningitidis. O paciente recebeu tratamento adequado para meningite.

Caso do Rio de Janeiro: o paciente belga vindo de Uganda, com sintomas de calafrios, tosse e diarreia, teve exames realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) a partir de amostras de saliva, urina e sangue — todos negativos para Ebola. O diagnóstico confirmado foi malária.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil nunca registrou um caso confirmado de Ebola. A investigação dos dois casos seguiu os protocolos nacionais para febres hemorrágicas virais, adotados após a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela OMS em 16 de maio de 2026.

🌍 Contexto: o surto na África continua

O descarte dos casos brasileiros não significa o fim da atenção sanitária. O surto de Ebola que motivou a investigação continua ativo na República Democrática do Congo — cepa Bundibugyo — e em Uganda. A OMS mantém a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

O risco para o Brasil permanece considerado muito baixo pelas autoridades sanitárias, pelos seguintes fatores: o país não mantém voos diretos para as regiões mais afetadas; os protocolos de vigilância epidemiológica estão ativos nos principais pontos de entrada; e qualquer caso suspeito — com histórico de viagem e sintomas compatíveis — é notificado imediatamente e investigado.


📅 Atualizado em 09 de junho de 2026.
Fontes: Ministério da Saúde, IOC/Fiocruz, Instituto Adolfo Lutz, BBC News Brasil, O Povo — 2026

BRASIL · 31 DE MAIO DE 2026 · SÃO PAULO / RIO DE JANEIRO

Pacientes vieram da República Democrática do Congo e de Uganda; nenhum caso confirmado até agora — investigação segue com protocolo federal ativado.

O Brasil investiga, neste domingo (31), dois casos suspeitos de infecção pelo vírus Ebola — um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Ambos os pacientes viajaram recentemente para países africanos afetados pelo surto em curso, foram isolados em unidades de referência e tiveram, até o momento, resultados positivos para outras doenças. Nenhum caso de Ebola foi confirmado.

O Ministério da Saúde ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais assim que os casos foram notificados, na tarde de sábado (30).

📋
O que se sabe sobre cada caso
São Paulo
Homem, 37 anos, procedente da República Democrática do Congo. Apresentou febre alta, diarreia, desorientação e piora clínica rápida — foi intubado. Internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Exame no Instituto Adolfo Lutz apontou meningite meningocócica (Neisseria meningitidis). Investigação para Ebola continua.
Rio de Janeiro
Homem belga procedente de Uganda. Desembarcou no Brasil em 22 de maio pelo Aeroporto de Guarulhos e seguiu de ônibus ao Rio. Apresentou calafrios, tosse e diarreia. Internado no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Exames de saliva e urina deram negativo para Ebola; resultado positivo para malária. Cinco pessoas do mesmo local de hospedagem estão sendo monitoradas preventivamente.
Status atual
Nenhum caso confirmado. Investigação em andamento conforme protocolo. O Brasil nunca registrou um caso confirmado de Ebola.

O surto na África

O contexto global justifica a cautela das autoridades. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 27 de maio a República Democrática do Congo havia notificado 906 casos suspeitos, com 223 mortes entre os suspeitos. Dos 134 casos confirmados, nove estão em Uganda, com 18 óbitos entre os confirmados.

O surto atual é causado pela cepa Bundibugyo do vírus Ebola — variante que não circulava há mais de uma década e só esteve envolvida em dois surtos anteriores. A cepa apresenta desafios adicionais: os testes laboratoriais padrão, desenvolvidos para as cepas mais comuns, podem dar resultados negativos mesmo em infectados; não há vacina aprovada para o Bundibugyo; e não existem medicamentos antivirais específicos desenvolvidos para essa variante.

O surto ocorre, ainda, em zona de conflito, com cerca de 250 mil pessoas deslocadas — o que dificulta o rastreamento de contatos e o controle da disseminação.

O plano brasileiro

O Plano de Contingência Nacional ativado pelo Ministério da Saúde prevê intensificação da vigilância sobre viajantes procedentes dos países afetados, isolamento dos casos suspeitos, rastreamento e monitoramento dos contatos e coleta de segunda amostra de sangue 48 horas após a primeira — independentemente do resultado inicial, conforme protocolo padrão para febres hemorrágicas virais.

O documento não prevê fechamento de fronteiras nem restrições a voos ou ao comércio. O Brasil não tem voos diretos para as regiões africanas afetadas pelo surto atual.

Fontes: Ministério da Saúde; Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo; Prefeitura do Rio de Janeiro; Instituto de Infectologia Emílio Ribas; INI/Fiocruz; Organização Mundial da Saúde (OMS); Correio Braziliense; Estado de Minas; SBT News. Dados da OMS referentes a 27 de maio de 2026.

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