Por que a Venezuela treme: o encontro das placas do Caribe e Sul-Americana

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Por que a Venezuela treme: o encontro das placas do Caribe e Sul-Americana

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INTERNACIONAL · 25 DE JUNHO DE 2026 · CONTEXTO

O norte venezuelano fica sobre o limite entre duas grandes placas tectônicas — e já viveu um dos terremotos mais letais da história das Américas, em 1812.

Os terremotos desta semana não foram um acaso geográfico. A Venezuela está situada em uma das zonas sismicamente mais ativas das Américas, onde a Placa do Caribe encontra a Placa Sul-Americana.

Esse encontro não é uma colisão frontal. As duas placas deslizam lateralmente uma em relação à outra, em um movimento conhecido como falha transformante. A tensão acumulada nesse atrito é liberada de tempos em tempos na forma de terremotos — alguns deles devastadores.

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A geologia em uma frase
Placas envolvidas
Caribe e Sul-Americana
Tipo de movimento
Deslizamento lateral (falha transformante)
Faixa de maior risco
Norte do país, onde fica Caracas

O trauma de 1812

A história sísmica da Venezuela tem um capítulo trágico. Em 1812, um forte terremoto causou destruição generalizada nas cidades de Mérida e Caracas. Estima-se que cerca de 30 mil pessoas tenham morrido, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O episódio teve peso não só humano, mas também político: ocorreu durante o processo de independência venezuelana e abalou profundamente a sociedade da época. Mais de dois séculos depois, a mesma estrutura geológica volta a se manifestar.

O que são as réplicas

Depois de um grande terremoto, é comum que a região registre uma sequência de tremores menores, chamados réplicas. Eles acontecem porque a crosta terrestre continua se ajustando à nova configuração após a ruptura principal.

No caso atual, as autoridades venezuelanas relataram ao menos 20 réplicas após os dois abalos principais. As réplicas costumam diminuir de intensidade com o tempo, mas podem representar risco adicional a estruturas já danificadas — motivo pelo qual as autoridades pediram que a população evitasse edifícios comprometidos.

Fontes: Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS); Fundação Venezuelana de Pesquisa Sismológica (Funvisis); registros históricos sobre o terremoto de 1812.

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