Eleições 2026: o que está em jogo, quem disputa e o que dizem as pesquisas
O Brasil decide em outubro. Presidência empatada nas pesquisas, 27 estados em disputa e o maior pleito desde a redemocratização com Bolsonaro fora das urnas.
O Brasil vai às urnas no dia 4 de outubro de 2026. Quem não for decidido no primeiro turno, volta no dia 25 de outubro. São mais de 150 milhões de eleitores escolhendo presidente, governadores de todos os 27 estados, senadores, deputados federais e estaduais.
É a eleição mais aguardada em décadas. Jair Bolsonaro está inelegível até 2030. Seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), herdou a bandeira. Do outro lado, Lula tenta um quarto mandato aos 80 anos. As pesquisas mostram um empate técnico que deve durar até outubro.
O que está em jogo
Além da presidência, os eleitores escolhem governadores nos 27 estados e 27 senadores — um terço do Senado. Deputados federais e estaduais também estão na cédula. O pleito remodela o poder do topo ao raso do país.
O Congresso atual tem maioria de centro-direita. A composição do novo pode ampliar ou reduzir a margem de governabilidade de quem vencer o Planalto. Sem maioria no Legislativo, qualquer presidente governa com dificuldade.
4 de outubro de 2026
25 de outubro de 2026
Até 15 de agosto de 2026
Mais de 150 milhões
Presidente, 27 governadores, 27 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais
O raio X das pesquisas presidenciais
Os institutos de pesquisa convergem para o mesmo diagnóstico: Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados dentro das margens de erro tanto no primeiro quanto no segundo turno. O dado mais recente é do Datafolha, colhido entre 12 e 14 de maio de 2026.
No segundo turno simulado entre os dois, ambos marcam 45% segundo o Datafolha. O empate se repete em praticamente todos os demais institutos consultados em maio de 2026.
ATENCAO METODOLOGICA
Pesquisas medem o humor do eleitorado no momento da coleta. Não são previsões do resultado. O cenário pode mudar com escândalos, debates e o posicionamento definitivo de candidatos ainda indefinidos. O registro no TSE é o documento que valida a metodologia — desconfie de pesquisas sem registro público.
Resumo das pesquisas de maio de 2026
Datafolha (12-14/mai): 2º turno Lula 45% x Flávio 45%. Empate. Margem de erro de 2 pontos percentuais. Registro TSE: BR-00290/2026.
Genial/Quaest (13/mai): Lula lidera o 1º turno por 6 pontos percentuais. 2º turno em empate técnico.
Real Time Big Data (2-4/mai): Lula abre 5 a 6 pontos no 1º turno. Flávio lidera numericamente no 2º turno, dentro da margem de erro. Registro TSE: BR-03627/2026.
Futura Inteligência (11/mai): empate técnico no 1º e no 2º turno. Margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Gerp (14/mai): Flávio lidera numericamente por 2 pontos — dentro da margem de erro de 2,5 pontos.
AtlasIntel (22-27/abr): pesquisa por formulário eletrônico com 5.008 pessoas. Margem de erro de 1 ponto percentual. Registro TSE: BR-07992/2026.
Rejeição: o fator que pode decidir tudo
Todos os institutos perguntaram em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. Lula é o mais rejeitado em praticamente todas as pesquisas. Flávio aparece logo atrás. Os dois líderes têm tetos de voto limitados pela rejeição alta. Quem conseguir mobilizar mais eleitores moderados no segundo turno pode virar o jogo.
Quem não está na corrida
Jair Bolsonaro está inelegível até 2030. O TSE o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Não poderá votar nem ser votado neste ciclo.
Pablo Marçal também está inelegível. O TSE o condenou por uso indevido das redes sociais durante a eleição municipal de 2024 em São Paulo.
Tarcísio de Freitas era o nome mais cotado da direita para enfrentar Lula. A entrada de Flávio Bolsonaro na corrida, em dezembro de 2025, encerrou essa possibilidade. Tarcísio vai buscar a reeleição no governo de São Paulo.
O campo além da polarização
A disputa não se resume a Lula versus Flávio. Há candidatos de centro-direita com presença real nas pesquisas: Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Os dois não chegam perto do líder, mas podem forçar o segundo turno a depender de como o eleitorado se mover nos próximos meses.
O que esperar até outubro
O cenário ainda é fluido. Os registros de candidatura só fecham em 15 de agosto. Alianças se formam e desfazem. Escândalos surgem. Debates mudam percepções. O que já está claro: o Brasil vai ter uma eleição extremamente disputada, com dois campos bem definidos e margens apertadas.
Leia tambem:
Dossie completo: quem e quem na corrida ao Planalto
O mapa dos governadores: disputas em todos os 27 estados
Fontes: Datafolha (BR-00290/2026) · Genial/Quaest · Real Time Big Data (BR-03627/2026) · Futura Inteligencia · Gerp · AtlasIntel (BR-07992/2026) · TSE · Gazeta do Povo · Jota.info

Deixe um comentário