Morte em rope jump na Ponte do Esqueleto expõe atividade sem regulamentação no Brasil

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Morte em rope jump na Ponte do Esqueleto expõe atividade sem regulamentação no Brasil

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BRASIL · 16 DE JUNHO DE 2026 · LIMEIRA, SP

Uma jovem de 21 anos morreu ao ser lançada sem a corda conectada ao corpo. Três operadores foram presos, e o caso reacende a ausência de regras para o esporte.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado (13) durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ela foi lançada de cerca de 40 metros de altura sem que a corda de segurança estivesse conectada ao corpo.

Imagens registradas por testemunhas mostram o momento anterior à queda. De acordo com a apuração policial, a corda ficou enrolada na estrutura e não foi checada antes do salto. O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas a morte foi confirmada no local.

⚠️
O que apurou a polícia
Local
Ponte do Esqueleto, divisa Limeira/Cordeirópolis
Falha apontada
Corda de segurança não conectada à vítima
Prisões
Seis pessoas; três por homicídio com dolo eventual
Operação
Grupos informais, sem empresa constituída

O termo jurídico citado pela polícia — homicídio com dolo eventual — descreve a situação em que o agente não tem a intenção de matar, mas assume o risco de que a morte aconteça ao agir de forma negligente. A definição da responsabilidade caberá à Justiça, à medida que a investigação avança.

Um esporte de risco sem regra específica

O caso expõe uma lacuna que existe independentemente deste episódio: o rope jump não tem regulamentação específica no Brasil. Não há norma federal que defina equipamentos obrigatórios, certificação de operadores ou protocolos de checagem antes do salto.

Na prática, isso significa que a segurança da atividade depende inteiramente da diligência de quem a organiza. Quando a operação é informal — como apontou a polícia neste caso —, não há órgão que fiscalize previamente o cumprimento de qualquer padrão técnico.

Vale a distinção: a ausência de uma lei específica não significa ausência total de responsabilidade legal. Condutas que resultam em morte por negligência já são alcançadas pelo Código Penal, como mostra o enquadramento aplicado pela polícia. O que falta é a camada preventiva — a regra que estabeleça exigências antes que o acidente aconteça.

📍
Histórico do local
Uso
Ponto de saltos radicais desde 2014
Movimento
Cerca de 500 visitantes por mês, segundo o setor
Acidentes anteriores
Ao menos dois feridos em 2025 na mesma prática

A Ponte do Esqueleto já havia registrado outros acidentes. Em 2025, ao menos duas pessoas se feriram ao realizar rope jump no mesmo local. O ponto chegou a ter o acesso interditado anteriormente.

Fontes: Polícia Civil de São Paulo; Polícia Militar; relatos de testemunhas; registros públicos sobre o histórico do local.

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