Neymar e as Copas: o histórico completo de lesões em cada Mundial

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Neymar e as Copas: o histórico completo de lesões em cada Mundial

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BRASIL · 29 DE MAIO DE 2026 · SÃO PAULO

Em 2014 foi vértebra, em 2018 metatarso, em 2022 tornozelo — e agora em 2026 é a panturrilha. A lesão em véspera de Copa virou parte do roteiro de Neymar.

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Neymar saindo de maca em 2014 — semifinal Brasil x Alemanha, Estádio Castelão

2014 — Fratura na vértebra · Semifinal

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Neymar no banco de reservas em 2022 com tornozelo enfaixado — Copa no Qatar

2022 — Entorse tornozelo · Fase de grupos

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Neymar na Granja Comary em 2026 — tratamento antes da Copa nos EUA/Canadá/México

2026 — Grau 2 panturrilha · Pré-Copa

A lesão na panturrilha confirmada ontem (28/05) pela CBF não é um acidente isolado na carreira de Neymar. É o quarto episódio consecutivo em que o atleta chega ou se machuca durante uma Copa do Mundo. O padrão vai além do azar — e levanta questões sobre carga, recuperação e o custo físico acumulado em mais de quinze anos de alta performance.

Copa 2014 — Fratura na vértebra

Neymar era o centro absoluto do Brasil anfitrião. Artilheiro até as quartas de final, com quatro gols e um pênalti convertido, ele sofreu uma fratura na terceira vértebra lombar (L3) ao ser atingido pelo joelho do colombiano Juan Camilo Zúñiga, no jogo contra a Colômbia. Ficou fora da semifinal — a derrota histórica de 7 a 1 para a Alemanha — e da disputa do terceiro lugar. O Brasil terminou em quarto. A recuperação levou cerca de três meses.

Copa 2018 — Metatarso e cirurgia no pré-torneio

Em fevereiro de 2018, três meses antes da Copa da Rússia, Neymar fraturou o quinto metatarso do pé direito e passou por cirurgia. O prazo de recuperação foi apertado, e o atleta chegou ao Mundial ainda abaixo do nível físico ideal — fato reconhecido depois pelo próprio jogador. O Brasil caiu nas quartas de final para a Bélgica. Neymar marcou dois gols no torneio, mas esteve longe da versão mais afiada.

Copa 2022 — Entorse no tornozelo contra a Sérvia

No primeiro jogo do Brasil no Qatar, contra a Sérvia, Neymar torceu o tornozelo direito com gravidade. O médico da CBF, o mesmo Rodrigo Lasmar, confirmou lesão ligamentar e afastou o atleta dos dois jogos seguintes da fase de grupos. Neymar voltou nas oitavas de final, marcou de pênalti contra a Croácia, mas o Brasil foi eliminado nos pênaltis. A recuperação durante o torneio foi possível pelo formato — há intervalo de quatro dias entre partidas na fase de grupos.

Copa 2026 — Lesão na panturrilha antes do primeiro jogo

A lesão atual é anterior ao torneio, sofrida em 17 de maio pelo Santos, com diagnóstico agravado confirmado em 28 de maio na Granja Comary. A diferença desta vez é que o Brasil estreia em 13 de junho — o que deixa apenas 16 dias a partir do diagnóstico oficial. Em 2022, Neymar tinha mais tempo de recuperação dentro do próprio torneio para chegar às oitavas. Em 2026, o problema é na largada.

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Neymar nas Copas — lesões por edição
Brasil 2014
Fratura L3 (vértebra) — eliminado nas quartas, antes da semifinal
Rússia 2018
Metatarso fraturado no pré-Copa — chegou subpeso físico
Qatar 2022
Entorse tornozelo D. (jogo 1) — voltou nas oitavas, eliminado nos pênaltis
EUA/CAN/MEX 2026
Grau 2 panturrilha D. — dúvida para a estreia em 13/06

O que mudou em 2026: a idade e o acúmulo

Neymar tem 34 anos e chega à quarta Copa com um histórico de contusões que seria pesado para qualquer atleta. Desde a ruptura do LCA em outubro de 2023, foram ao menos seis episódios de lesão documentados — joelho, coxa direita, coxa esquerda, menisco, panturrilha. A recuperação muscular em atletas acima dos 32 anos é naturalmente mais lenta, e o risco de recidiva é maior porque o tecido cicatricial substitui fibras musculares com menor elasticidade.

O Santos contratou Neymar em janeiro de 2025 exatamente dentro de um projeto para a Copa. O contrato foi estendido até dezembro de 2026. A aposta foi bem calculada esportivamente — o jogador fez sua melhor temporada desde o PSG em 2022/23. Mas a panturrilha desta semana lembra que apostar em Neymar sem lesão continua sendo uma operação de alto risco, independentemente da preparação envolvida.

Fontes: CBF; Santos FC; Flashscore; CNN Brasil; Rolling Stone Brasil; ESPN Brasil; O Tempo; Lance!

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