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Petróleo acima de US$ 105 pressiona inflação brasileira e eleva projeção do IPCA para 4,80% em 2026

IPCA revisado para 4,80% pela 6ª semana seguida. Teto da meta: 4,5%. XP eleva Selic terminal para 13,50%. Balança comercial pode bater US$ 90 bi.

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SÃO PAULO — O choque nos preços do petróleo provocado pelo conflito no Oriente Médio continua a contaminar as expectativas de inflação no Brasil. O último Boletim Focus, publicado pelo Banco Central, mostra que os economistas elevaram pela sexta semana consecutiva a projeção do IPCA para 2026, que passou a ser estimado em 4,80% — acima do teto da meta de 4,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Por que o petróleo afeta o brasileiro?

O barril tipo Brent, que oscilou acima de US$ 105 ao longo da última semana, impacta diretamente os preços dos combustíveis nos postos brasileiros, o custo do frete e o preço de uma série de produtos industriais. Apesar de o Brasil ser exportador líquido de petróleo — o que gera divisas e sustenta o real — a paridade internacional de preços adotada pela Petrobras transmite a alta do mercado global ao consumidor final.

O que dizem as instituições

A XP Investimentos revisou sua projeção para o IPCA de 3,8% para 4,8% e elevou o piso esperado para a Selic ao final do ano de 12,75% para 13,50%. O Santander mantém projeção mais conservadora de Selic a 12,50%, destacando que a alta do petróleo, apesar do impacto inflacionário, tende a ser positiva para países exportadores de commodities como o Brasil. O BTG Pactual revisou sua projeção para o superávit da balança comercial para US$ 90 bilhões em 2026.

Fonte: Boletim Focus/BCB, IstoÉ Dinheiro, Reuters — 26/04/2026

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📰 Fonte: Boletim Focus/BCB, IstoÉ Dinheiro, Reuters

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