Tremor sentido em Manaus, Belém e Macapá: por que o abalo chegou ao Brasil
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INTERNACIONAL · 25 DE JUNHO DE 2026 · NORTE DO BRASIL
Moradores de Amazonas, Pará, Roraima e Amapá relataram tremores de terra; em Belém e Macapá, prédios chegaram a ser evacuados por precaução.
Os dois terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) foram sentidos a milhares de quilômetros de distância, no norte do Brasil. Não houve registro de feridos nem de estruturas destruídas em território brasileiro.
Moradores de estados como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá relataram ter percebido o balanço. Em Macapá e em Belém, prédios foram evacuados por precaução. A Defesa Civil do Amazonas informou que, além de Manaus, os municípios de Barcelos e Iranduba também registraram tremores.
Onde o tremor foi sentido no Brasil
Manaus, Barcelos, Iranduba
Belém (prédios evacuados)
Macapá (prédios evacuados)
Relatos de moradores
Por que um tremor tão distante foi sentido
Terremotos de grande magnitude liberam ondas sísmicas que viajam por centenas ou milhares de quilômetros pela crosta terrestre. Quando o abalo é forte — como os de 7,2 e 7,5 registrados na Venezuela — essas ondas podem ser percebidas longe do epicentro, especialmente em prédios altos.
Edifícios de muitos andares funcionam como uma espécie de amplificador: o balanço lento das ondas longas faz a estrutura oscilar de forma perceptível, mesmo quando uma pessoa no térreo não sente nada. Por isso os relatos no Brasil se concentraram em andares elevados, e a reação natural foi a evacuação preventiva.
Vale lembrar: o Brasil fica no interior da Placa Sul-Americana, longe das bordas onde os grandes terremotos se originam. Sentir o tremor de um abalo distante não significa risco sísmico local equivalente ao de países andinos ou caribenhos.
Fontes: Defesa Civil do Amazonas; relatos de autoridades estaduais (Pará, Amapá, Roraima); Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS); agências de notícias.
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