Rope jump é seguro? O que saber sobre riscos e regulamentação antes de saltar

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Rope jump é seguro? O que saber sobre riscos e regulamentação antes de saltar

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PREPARAÇÃO E EMERGÊNCIA · 14 DE JUNHO · SÃO PAULO

O acidente em Limeira reacende a discussão sobre uma atividade de alto risco que, no Brasil, não tem regulamentação específica. Veja o que considerar.

O acidente em Limeira trouxe holofotes para uma prática que muita gente confunde e poucos conhecem a fundo: o rope jump. Antes de qualquer conclusão, vale separar o que é a atividade, por que ela é considerada perigosa e o que existe — ou não — de regulamentação no país.

Rope jump não é bungee jump

Embora as duas práticas envolvam pular de um ponto alto preso a uma corda, elas são diferentes. No bungee jump, a corda é elástica e estica para amortecer a queda, gerando o efeito de “pulo”. No rope jump, a corda tem pouca elasticidade, e a desaceleração acontece por um sistema de ancoragem montado em ângulo, que transforma a queda em um movimento de pêndulo.

Por depender inteiramente da montagem correta do sistema de cordas e ancoragem, o rope jump é classificado por praticantes e especialistas como uma atividade de alto risco, que exige conhecimento técnico e checagem rigorosa. Não à toa, mesmo o praticante apontado como criador do esporte morreu, nos anos 1990, por falha no próprio sistema de ancoragem.

⚠️
Pontos de atenção antes de uma atividade de altura
Quem opera
Equipe identificável, com responsável técnico e histórico verificável
Equipamento
Checagem dupla do encaixe antes de cada salto
Documentação
Empresa formal, seguro e termo de responsabilidade claro
Local
Estrutura com autorização e condições de segurança

O vácuo de regulamentação

Um ponto central do debate é que o rope jump não tem, no Brasil, uma regulamentação específica que padronize equipamentos, certificações e protocolos obrigatórios. Isso significa que a atividade não é proibida, mas também não está submetida a um conjunto único de regras fiscalizáveis — uma zona cinzenta que aparece justamente nos momentos de tragédia.

O presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antônio de Campos, classificou o caso de Limeira como um “erro grotesco”, afirmando que os operadores teriam falhado em uma etapa básica do procedimento. A existência de uma associação do setor mostra que há protocolos reconhecidos pela comunidade — o problema é que a adesão a eles não é obrigatória por lei.

O que isso significa para quem pratica

Sem uma norma federal específica, a responsabilidade recai sobre a seriedade de quem opera e a atenção de quem participa. Enquanto a atividade não for regulamentada, escolher operações formais, com responsável técnico, seguro e protocolos transparentes, é a principal forma de reduzir risco — ainda que o risco, neste tipo de esporte, nunca seja zero.

O caso de Limeira deve alimentar a cobrança por regras claras. Para o poder público, fica a pergunta sobre como fiscalizar uma prática que cresce sem moldura legal. Para o praticante, fica o alerta: em atividades de altura, a checagem que parece burocrática é, literalmente, a diferença entre a vida e a morte.

Fontes: Jornal de Brasília (entrevista com a Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano), Wikipédia (verbete Rope jumping), Revista Fórum, ACidade ON.

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