Colisão entre helicópteros deixa seis mortos no Recreio dos Bandeirantes, no Rio
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BRASIL · 14 DE JUNHO · RIO DE JANEIRO
As duas aeronaves colidiram no ar e caíram sobre um pátio de carros elétricos na Avenida das Américas. Não houve sobreviventes; entre as vítimas está o cantor americano Oliver Tree.
Uma colisão entre dois helicópteros deixou seis mortos na manhã deste domingo (14) no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. As aeronaves se chocaram no ar e caíram sobre um pátio de veículos da montadora BYD, às margens da Avenida das Américas, por volta das 9h.
O impacto provocou um incêndio de grandes proporções, que atingiu cerca de 20 carros elétricos e espalhou destroços por mais de 100 metros. O Corpo de Bombeiros confirmou que nenhum dos ocupantes das aeronaves sobreviveu.
O que se sabe
14 de junho de 2026, por volta das 9h
Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro
6 mortos, sem sobreviventes
Matrículas PP-MAC e PR-DJJ
Cenipa (FAB), Polícia Civil e Anac
Como foi o acidente
Segundo as autoridades, cinco pessoas estavam em uma das aeronaves e apenas o piloto na outra. Vídeos registrados por testemunhas mostram o momento após a queda, com veículos em chamas e fumaça preta sobre a região. O incêndio foi controlado por volta das 10h, mas o trabalho foi dificultado pelas baterias de lítio dos carros elétricos.
A pista lateral da Avenida das Américas precisou ser interditada para o trabalho das equipes de resgate. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal.
As vítimas
A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou as seis vítimas. Em uma das aeronaves estavam o piloto Alexandre Souza e quatro passageiros: o cantor norte-americano Oliver Tree Nickell, de 32 anos; o youtuber argentino Gaspar Prim, de 23; o diretor Lucas Vignale, de 28; e o produtor musical Lucas Brito Chaves. No segundo helicóptero, voava sozinho o piloto Charles Marsillac.
A morte do cantor Oliver Tree deu repercussão internacional ao caso. Traçamos o perfil dele e do youtuber Gaspar Prim em uma matéria à parte deste cluster.
O que dizem as autoridades
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea, acionou investigadores do Seripa 3, sediado no Rio, para a ação inicial. A Polícia Civil apura o caso na 42ª DP, e a Anac informou que está verificando a situação das aeronaves — que, segundo informações preliminares, estavam com documentação regular.
As causas da colisão ainda não foram esclarecidas. Peritos devem analisar os destroços, os registros de voo, as condições meteorológicas e as comunicações entre as aeronaves. Tratamos do contexto da aviação de helicópteros e dos riscos envolvidos em outra matéria do cluster.
Fontes: CNN Brasil, Band, Diário do Rio de Janeiro, O Tempo, Brasil 247, Corpo de Bombeiros do RJ, Cenipa/FAB, Anac.
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