Do “vai formar” ao “já chegou”: o que mudou no El Niño 2026
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CLIMA · 16 DE JUNHO DE 2026 · BRASIL
Em poucos meses, o Pacífico saiu da La Niña e chegou ao El Niño. Entenda, sem jargão, o caminho que levou à confirmação do fenômeno.
No começo de 2026, o Oceano Pacífico ainda estava sob La Niña — a fase fria do ciclo. A virada para o El Niño, a fase quente, foi rápida e bem documentada pelos centros de monitoramento. Entender essa linha do tempo ajuda a dimensionar o que vem pela frente.
Os três estágios do alerta
O monitoramento do El Niño segue uma escala de estágios. Acompanhar essa evolução é o que permite separar boato de informação confiável.
A evolução em 2026
La Niña em dissipação; Pacífico ruma à neutralidade
CPC emite “El Niño Watch” (alerta de formação)
Probabilidade ultrapassa 80% para o 2º semestre
Status sobe para “Advisory”: fenômeno confirmado
O que os números do Pacífico significam
O El Niño é medido pela temperatura da superfície do mar em uma faixa específica do Pacífico equatorial, conhecida como região Niño 3.4. Quando essa água fica meio grau Celsius acima da média histórica, de forma persistente, configura-se o fenômeno.
Em junho, os indicadores já apontavam aquecimento consistente, com a porção leste do Pacífico — mais próxima da costa da América do Sul — registrando os desvios mais expressivos. Esse aquecimento subsuperficial é um dos sinais que antecipam o fortalecimento do evento.
Para o leitor, a tradução é simples: não se trata mais de “se” o El Niño vai chegar, mas de quão forte ele será e por quanto tempo vai durar.
Fontes: NOAA/CPC — ENSO Diagnostic Discussions (mar–jun/2026); INMET; Nota Técnica Conjunta El Niño 2026 (INPE, INMET, Funceme e Censipam).
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