El Niño é confirmado: NOAA e INMET oficializam o fenômeno e CPC vê risco de evento forte em 2026
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CLIMA · 16 DE JUNHO DE 2026 · BRASIL
O que era projeção virou fato: o El Niño foi oficializado por NOAA e INMET. A discussão agora é sobre a intensidade — e o cenário mais provável segundo o centro norte-americano preocupa.
O El Niño deixou de ser previsão. Na quinta-feira (11), o Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA, agência dos Estados Unidos, elevou o status do fenômeno de “alerta” (watch) para “vigência” (advisory) — o que significa que as condições de El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico.
No mesmo dia, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) oficializou o retorno do fenômeno no Brasil. Segundo o instituto, o El Niño voltou a se estabelecer no Pacífico equatorial e deve ganhar intensidade nos próximos meses, podendo alcançar força elevada durante a primavera de 2026.
Guia prático: como se preparar
Ações prioritárias e canais oficiais de monitoramento
O que é fato e o que ainda é cenário
É importante separar o que está consolidado do que é probabilidade. O fato confirmado é a presença do El Niño e a tendência de fortalecimento até o fim do ano. A intensidade exata, no entanto, ainda é projeção.
O CPC norte-americano trabalha com a possibilidade de um evento forte — em seu cenário de maior probabilidade, o fenômeno poderia se tornar um dos mais intensos das últimas décadas. Já a nota técnica conjunta dos órgãos brasileiros (INPE, INMET, Funceme e Censipam) adota tom mais cauteloso, projetando intensidade de moderada a forte, com auge previsto para a primavera.
A diferença não é contradição: são leituras com graus distintos de cautela sobre o mesmo fenômeno em formação. Para o leitor, a mensagem prática é a mesma — o El Niño chegou e tende a se intensificar.
El Niño 2026 — situação atual
El Niño Advisory (vigência) desde 11/06
Retorno oficializado em 11/06
Moderada a forte, auge na primavera
Tendência de continuidade até início de 2027
Por que isso não significa o mesmo para todo o Brasil
O próprio INMET faz uma ressalva que merece destaque: mesmo episódios muito intensos não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões do país. O El Niño age de forma oposta entre o norte e o sul do Brasil.
Na Região Sul, a tendência é de chuvas acima da média, com risco de alagamentos e cheias. No Norte e em parte do Nordeste, o efeito é inverso: seca e estiagem. No Sudeste e Centro-Oeste, o padrão mais comum é de temperaturas acima da média, especialmente a partir da primavera.
É por isso que preparação não é um único checklist nacional, mas um conjunto de ações que muda conforme a região. O guia prático do Portal Sampa News detalha o que fazer em cada caso.
Fontes: NOAA/CPC — ENSO Diagnostic Discussion (11/06/2026); INMET — “El Niño está de volta” (11/06/2026); Nota Técnica Conjunta El Niño 2026 (INPE, INMET, Funceme e Censipam); Climate Prediction Center/NOAA.
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