Renan Santos: o 3º colocado que cresce nas pesquisas e no digital
Presidente do Partido Missão, ex-líder do MBL, Renan Santos aparece em 3º lugar na AtlasIntel de abril com 5,3% — à frente de Zema e Caiado. Entre jovens de 16 a 24 anos, chega a 24,7%.
No fim de 2025, Renan Santos aparecia com 1% nas pesquisas presidenciais. Em abril de 2026, chegou a 5,3% — em terceiro lugar, à frente de nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
O crescimento não foi vertiginoso. Mas foi consistente, concentrado num segmento específico do eleitorado e acompanhado de um desempenho digital que chamou atenção dos estrategistas dos principais candidatos.
Agora, com a crise em torno de Flávio Bolsonaro após o áudio com Daniel Vorcaro, o engajámento de Renan nas redes sociais disparou — e a pergunta sobre o seu papel na corrida de 2026 ficou mais relevante.
Renan Santos
Presidente · Partido Missão
Renan Santos · Presidente do Partido Missão · Foto: Divulgação
Quem é Renan Santos
Renan Santos tem 42 anos, é empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL). Em novembro de 2025, criou o Partido Missão, homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral, pelo qual é pré-candidato à presidência.
Seu posicionamento político é de direita independente — com críticas explícitas tanto ao clã Bolsonaro quanto ao governo Lula e ao PT. Frases como “Flávio Bolsonaro tem rabo preso com ministros do STF” e propostas como a fusão de municípios e a revisão do Bolsa Família marcam seu discurso público em 2026.
O perfil o coloca como uma alternativa para eleitores da direita que rejeitam a polarização tradicional entre PT e PL.
A trajetória nas pesquisas
O crescimento de Renan Santos nas pesquisas seguiu uma curva gradual — com um salto expressivo no recorte de jovens.
Jan/2026 · 1% geral
(Genial/Quaest)
Primeira inclusão formal em pesquisa presidencial — ponto de partida
Mar/2026 · 4,4% geral
24,7% entre jovens (AtlasIntel)
Maior avanço entre jovens 16–24 anos: +8,8pp em relação a fevereiro
Abr/2026 · 5,3% geral
3º lugar (AtlasIntel)
Supera Zema (3,1%) e Caiado (3,3%) — consolida posição como principal alternativa fora do eixo PT-PL
O fenômeno entre os jovens
O dado que mais chamou atenção dos analistas — e do governo Lula — foi o desempenho de Renan entre eleitores de 16 a 24 anos. Pela AtlasIntel/Bloomberg de março, ele registrou 24,7% de intenção de voto nessa faixa — o maior percentual entre todos os pré-candidatos avaliados nesse segmento.
Para comparação, Lula tinha 28,6% entre os jovens no mesmo levantamento — com desaprovação de 72,7% nessa faixa etária. O crescimento de Renan entre jovens acendeu alerta no Planalto, segundo reportagens da época.
A AtlasIntel de abril confirmou a tendência: 22,4% entre eleitores de 16 a 24 anos — o maior percentual entre todas as faixas etárias para o pré-candidato.
5,3% geral · 22,4% entre jovens 16–24 anos · 9% entre homens · 2,2% entre mulheres · 10,1% entre evangélicos
3º lugar — atrás de Lula (46,6%) e Flávio Bolsonaro (39,7%) · à frente de Caiado (3,3%) e Zema (3,1%)
45,6% afirmaram não votar nele sob nenhuma hipótese (AtlasIntel, jáneiro/2026)
5,11% — contra 1,41% de Flávio Bolsonaro (levantamento Blade, 15/05/2026)
O digital como motor
O crescimento de Renan Santos não veio de estrutura partidária tradicional, tempo de TV ou coligações. Veio principalmente do digital — TikTok, Instagram e YouTube, plataformas onde é o pré-candidato presidencial com maior crescimento proporcional em 2026.
Analistas compararam o fenômeno ao de Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024: a capacidade de candidatos sem máquina tradicional de pautar o debate e fragmentar o voto conservador por meio da mobilização digital.
A diferença relevante: Marçal está inelegível. Renan Santos está na corrida.
O efeito do áudio de Flávio Bolsonaro
Após a revelação do áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em 13 de maio, o engajámento digital de Renan Santos disparou. Segundo levantamento da plataforma Blade divulgado em 15 de maio, seus conteúdos no Instagram alcançaram taxa de engajámento de 5,11% — significativamente acima dos 1,41% dos conteúdos de Flávio no mesmo período.
O movimento era esperado: Renan sempre se posicionou como crítico do clã Bolsonaro, e uma crise que envolve o principal nome do PL naturalmente beneficia quem ocupa esse espaço de oposição interna à direita.
Se esse engajámento se converte em intenção de voto nas próximas pesquisas é a questão que o cenário eleitoral vai responder nas próximas semanas.
Os limites do crescimento
O próprio percurso de Renan nas pesquisas indica os limites do fenômeno. Enquanto na AtlasIntel — que usa recrutamento digital — ele chegou a 5,3%, na Meia/Ideia de maio — pesquisa presencial — ficou em 1,5%.
A diferença metodológica sugere que sua força é maior entre o eleitorado conectado e jovem do que entre o eleitorado geral. É uma base real, mas ainda restrita quando comparada ao universo do primeiro turno.
Além disso, a rejeição elevada — 45,6% afirmam que não votariam nele sob nenhuma circunstância — representa um teto difícil de expandir para um eventual segundo turno.
O papel mais provável de Renan Santos em outubro pode não ser vencer — mas influenciar o resultado do primeiro turno ao captar votos de eleitores conservadores em busca de uma alternativa fora do eixo PT-PL. Em uma eleição apertada, esses pontos percentuais importam.
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Fontes: AtlasIntel/Bloomberg · Genial/Quaest · Datafolha · Poder360 · CNN Brasil · Metrópoles · Brasil Paralelo · Investidor10 · Brado Jornal · www.portalsampanews.com.br/

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